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O Rei dos Ladrões - 1968 Destaque

A série O Rei dos Ladrões (”It Takes a Thief” - 1968 a 1970), estrelada por Robert Wagner e Malachi Throne, mostrava “Alexander Mundy”(Wagner)como um ladrão profissional classudo e talentoso que, no entanto, cometeu o erro fatal de ser preso. Uma agência de espionagem americana (a SIA, é assim mesmo, com “S”)oferece então a ele a liberdade, desde que ele ajude o governo. O chefe desta organização, “Noah Bain”(com o ótimo Throne), designava as missões mirabolantes do nosso herói. No último ano da série, Fred Astaire (ele mesmo!), entrou interpretando o pai de Al, o sr. Alister Mundy, um ladrão aposentado que ensinou tudo ao filho. Dave Grusin, um músico fantástico, criou um também estiloso tema musical que marcou época (sinopse gentilmente fornecida pelo internauta Cássio Fernando D.Queirós).

Excelente série de “espionagem” dos anos 60. Alexander Mundy, o protagonista da série, interpretado por Robert Wagner com elegância e humor na medida (sem dúvida, o melhor papel de Wagner em todos os tempos), fugia do convencionalismo de personagens baseados em James Bond, afinal, era um ladrão (chancelado pelo governo dos USA, mas ainda um ladrão). Mundy, capturado num de seus furtos, recebe de Noah Bain (o ótimo Malachi Trone), agente da SIA (é, o nome da Agência não é lá muito original, mas simples e efetivo) a proposta de só “roubar para o governo dos USA” em troca do perdão de suas dívidas com a justiça. Partindo dessa premissa, Al Mundy viaja o mundo inteiro em missões e disfarçes sempre complicados e divertidos. A série tinha um timing e um cast fantásticos, um tema musical e score de primeiríssima qualidade (cortesia de Dave Grusin) e pecava apenas levemente (especialmente na primeira temporada, onde o dinheiro para produção devia ser bem restrito) nos sets de filmagem. Mas tudo era compensado com o talento de Wagner e com os roteiros de ação simples mas bem-amarrados dos episódios. De especial nota, o episódio em que Al vem ao Brasil em férias, mas acaba se envolvendo inadvertidamente numa trama que mostra uma espiã soviética em fuga, a qual está sendo protegida pelo chefe da agência de segurança brasileira (e veja só, em plena ditadura o chefe da agência brasileira tem um caso com a espiã soviética, huahuahuahua) e perseguida por agentes da KGB. É claro que Al acaba sendo confundido como um agente americano que veio ao Brasil para ajudar escoltar a espiã soviética desertora para os USA (o que acaba acontecendo), e tem suas férias arruinadas. No episódio, vale a aparição dos músicos brasileiros Luiz Bonfá e Bola Sete. Apesar de excelente, a série durou apenas três temporadas (68/70), mas já deveria ter recebido reedição em DVD. Diversão garantida (sinopse gentilmente fornecida pelo internauta Guilherme Rodrigues).

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