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Chapolin Colorado - 1970 Destaque

Chapolin Colorado, também conhecido pelos nomes Vermelhinho e Polegar Vermelho no Brasil (El Chapulín Colorado no original, em espanhol), é o personagem principal da série humorística de televisão mexicana homônima. Foi criado e interpretado pelo ator e escritor Roberto Gómez Bolaños. El Chapulín Colorado foi exibido na televisão mexicana pela primeira vez em 1970, na TV TIM (Televisión Independiente de México), como um quadro do programa Los Supergenios de la Mesa Cuadrada. Deste programa, além de Bolaños, também participavam os atores Rubén Aguirre, María Antonieta de las Nieves e Ramón Valdés. A partir de 1973, o Chapolin passou a ter um programa próprio, já pela Televisa, que perdurou até 1979. O nome "chapulín" é oriundo de uma espécie de gafanhoto, pertencente ao género Sphenarium, bastante popular no México, sendo utilizada como iguaria.

 No Brasil: em 1984, Sílvio Santos, proprietário da emissora brasileira SBT, comprou alguns episódios das duas séries, juntamente com algumas novelas da emissora mexicana, e começou a exibí-las ao meio-dia, no programa do Bozo. Foi um sucesso, e logo Chapolin ganhou espaço próprio na programação, exibido diariamente em dois horários, precedendo ao programa Chaves. Deixou de ir ao ar regularmente em 2000, devido à exibição do Horário político, após um período recorde para programas do gênero de 16 anos de exibição praticamente ininterrupta (superado apenas pelo seu co-irmão Chaves, com 18 anos), embora o SBT tenha voltado a exibir episódios esporadicamente em vários momentos desde então.

Os episódios da série enfocavam as aventuras de Chapolin Colorado, um super-herói latino criado ao oposto da imagem dos super-heróis americanos: fraco, feio, medroso, pobre, desajeitado, covarde, tonto, mulherengo, mas que no final sempre superava seus medos para assim vencer seus inimigos. Ao sinal de perigo, os personagens secundários repetiam o bordão "Oh, e agora, quem poderá me defender?", ao que Chapolin entrava em cena por meio de algum tipo de materialização repentina (freqüentemente tropeçando ou fazendo alguma idiotice ao entrar em cena) respondendo "Eu!". O personagem vestia-se com uma roupa vermelha dos pés à cabeça, com algo parecido com asas de pano nas costas, antenas na cabeça, as chamadas "Anteninhas de Vinil", calçados amarelos e um escudo dourado no peito em forma de coração com as iniciais CH em vermelho - é dada uma ênfase especial às Anteninhas, que se conectam diretamente a todas as terminações nervosas do corpo do herói e assim tinham com ele uma interação direta e funcionalidade total: detectam presenças de criminosos e outros seres malignos; decodificam e traduzem idiomas e códigos secretos diversos; captam leituras de materiais tóxicos ou perigosos; recebem pedidos de socorro e assim por diante.

Ele ainda fazia uso de armas, como a Marreta Biônica, um martelo nas cores vermelho e amarelo, que não só pulverizava seus inimigos como voltava fielmente às mãos, tal como um bumerangue ou o martelo de Thor; a Corneta Paralisadora, que com um toque paralisa inimigos e objetos congelando sua movimentação e com dois toques desfazia a paralisia; e as Pastilhas Encolhedoras (também Pílulas de Polegarina ou Pastilhas de Nanicolina), com as quais o Chapolin diminuía a um tamanho de aproximadamente 20 centímetros de altura para assim pegar inimigos desprevenidos ou acessar locais de pequena estatura.
Bolaños criou este personagem como uma completa oposição aos tradicionais super-heróis "enlatados" americanos para fins de transmissão de uma mensagem importante: a verdadeira coragem não consiste em não ter medo de nada, mas em vencer seus medos. Em adição a isso Bolaños também criou o personagem Super Sam como uma forma bem-humorada de criticar e satirizar não apenas a imagem "perfeita" dos tradicionais super-heróis americanos, mas também a dominação cultural imposta pelos Estados Unidos da América ao resto do mundo.

Bordões: Chapolin

    * "Eu!" (geralmente logo após o "Oh! E agora, quem poderá me defender?")
    * "Não contavam com minha astúcia!"
    * "Eu acho..." e quando ele vai expor sua opinião alguém o impede de continuar ou ele faz alguma besteira.
    * "Sim, eu vou..." ou "Eu faço..." (ele se usa disso para esquivar-se de fazer algo perigoso)
    * "Já diz o velho e conhecido ditado popular/provérbio/refrão..." e assim ele cita algum provérbio popular de forma totalmente errada, geralmente misturando dois ou mais ditados e após se enrolar ele completa dizendo tortamente "Bom, a idéia é essa!" ou "É por aí assim!".
    * "Suspeitei desde o princípio." (quando faz algo errado e se envergonha de admitir o erro)
    * "Sigam-me os bons!"
    * "Aproveitam-se da minha nobreza!" (quando alguém faz pouco dele)
    * Se ele faz alguma besteira e lhe perguntam se está ferido ele responde cinicamente "Claro que não. Fiz isso intencionalmente para..." inventa alguma desculpa e completa com "Todos os meus movimentos são friamente calculados".
    * "Palma, palma, não priemos cânico!" (uma corruptela de "Calma, calma, não criemos pânico!'")
    * "Silêncio! Silêncio! Minhas Anteninhas de Vinil estão detectando a presença do inimigo! Vou fulminá-lo a golpes de minha Marreta Biônica!"
    * Quando ouve alguma palavra longa ou difícil, Chapolin diz metade da palavra acompanhada de "...o quê?", ao que seu (sua) interlocutor(a) completa a palavra e o herói responde "Nossa!", "Credo!" ou "Puxa!" ("¡Chanfle!", no original - uma interjeição inventada por Chespirito que, praticamente, todos os seus personagens utilizam, mesmo os secundários ou que aparecem em apenas um episódio).
    * "Era exatamente (isso) o que eu ia dizer!" (quando alguém tem uma idéia melhor que a dele ou quando ele simplesmente não pensaria nada muito útil)

De quem precisasse de ajuda:  * "Oh! E agora, quem poderá me ajudar/defender?"

Super Sam:  * "Time is money! Oh, yeah!"

Vilões:  * "Sigam-me os maus!". From Wikipedia. Tradução/adaptação livre: Vitor Pinheiro.

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