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Agente 86 - 1968 Destaque

Agente 86 ("Get Smart") é o nome de um antigo seriado de televisão americano, chamado de Olho Vivo em Portugal, que consagrou-se como um dos grandes sucessos da televisão mundial na década de 60, gerando continuações e vencendo muitos prêmios. História: tudo começou com o sucesso dos filmes de James Bond na década de 60. Os produtores Leonard Stern e David Susskind, associados a Mel Brooks e Buck Henry, idealizaram uma série de TV cômica com os mesmos temas: espionagem e Guerra Fria.

Don Adams foi escolhido graças à sua atuação no The Bill Dana Show, no qual fazia um atrapalhado detetive de hotel. Ele se engajou tanto no papel que chegou a sofrer acidentes devido às cenas de ação. Em compensação, ganhou muitos prêmios como ator de comédia. Adams nasceu em 13 de abril de 1923 e faleceu em 25 de setembro de 2005. O episódio-piloto foi rodado em preto e branco e a história começava exatamente como nos demais episódios, com o Agente 86 indo para o escritório secreto, atravessando várias portas. Ali, também, aparecem o sapato-fone e o cone-do-silêncio. Na missão contra o vilão Senhor Big (um anão), ele recebe ordens do Chefe e é ajudado pelos Agentes Canino, 99 (que ele não conhecia) e 34 (escondido em um armário).

Apesar de já contar com todos esses ingredientes cômicos que se tornariam famosos, os executivos de produção da Rede ABC recusaram-se a comprar a série pois, na trama apresentada, a intenção dos vilões era explodir a Estátua da Liberdade. Os criadores de Smart não se deram por vencidos e foram bater na porta da Rede NBC, que aprovou o projeto e concedeu autorização para iniciar a produção da série, agora totalmente em cores. A melhor temporada do seriado é provavelmente a primeira, entre 1965 e 1966. Em 1969, a audiência caiu um pouco e a Rede CBS assumiu o programa, encontrando como solução casar os protagonistas, de cuja união nasceram gêmeos. Mas a audiência não se recuperou e, como conseqüência, a série foi cancelada em 1970. Agente 86 durou cinco temporadas, de 1965 a 1970, ganhando sete prêmios Emmy, dois para seriado cômico e três para Don Adams. Foram produzidos cento e trinta e oito episódios de vinte e quatro minutos. No Brasil, foi exibido primeiro pela TV Record e depois, em reprise, pela TV Bandeirantes. Houve um filme para cinema em 1980 chamado The Nude Bomb (A Bomba que Desnuda) e um telefilme em 1989, na Rede ABC. Em 1995, a Fox tentou revitalizar o seriado com uma nova versão, agora com Smart no comando do C.O.N.T.R.O.L e 99 como deputada federal. Apesar do fracasso dessas retomadas, Agente 86 é o único seriado a ter passado pelas quatro grandes emissoras americanas – NBC, CBS, ABC e FOX – com o elenco original. No dia 20 de junho de 2008, foi lançado o filme inspirado no velho seriado, que se chama Agente 86: O Filme. Os protagonistas são Steve Carell e Anne Hathaway e houve participação dos produtores originais Buck Henry e Mel Brooks. A história mostra 86 iniciando sua carreira como agente, auxiliado pela veterana 99, em sua primeira missão: impedir que a K.A.O.S. entregue códigos de lançamento de mísseis nucleares a terroristas.

Personagens Principais

O herói se chamava Maxwell "Max" Smart e, interpretado por Don Adams, atuava para uma organização secreta chamada C.O.N.T.R.O.L.E. Esta possuía como missão combater a organização criminosa K.A.O.S., que durante um período foi comandada por um agente nazista de sotaque alemão – era o vilão Siegfried, interpretado por Bernie Koppe. Smart possuía como código o número 86 e era auxiliado por uma bela agente cujo número era 99. Costuma-se dizer que era a agente 99 quem resolvia tudo e Smart ficava com os créditos (embora essa versão seja um pouco exagerada, na realidade o agente 86 resolvia tudo, mas do seu jeito atrapalhado). Assim como James Bond, Smart tinha uma série de equipamentos especiais como o sapato-fone e o escudo invisível de sua casa. Além disso, havia o impagável cone do silêncio que ele usava para conversar com o chefe sobre assuntos sigilosos, mas era tão ruidoso que um não podia ouvir o outro.


A agente 99 era interpretada por Barbara Feldon, uma modelo que ficou famosa com um comercial da Revlon e por vencer um show de TV no qual respondia a perguntas sobre a vida e a obra de William Shakespeare. Comenta-se que o nome da agente era Susan Hilton. Para o papel do chefe do C.O.N.T.R.O.L.E foi escolhido o ator Edward Platt, outrora um cantor de ópera. Nascido em 4 de fevereiro de 1916, encarnava um homem sério e ponderado, que vivia tendo dores de cabeça com as trapalhadas de Smart. Seu nome, revelado mais tarde, era Thadeus. Platt faleceu em 1973, vítima de um infarto.

Outros agentes

Agente 13 (vivido por Dave Ketchum): ele atuava disfarçado (ou escondido), porém seus disfarces eram tão hilários como uma caixa de lixo ou o assento de um sofá. As vezes aparecia outro: o Agente 44 (no primeiro episódio, foi o Agente 34 que teve essa função). Hyme: uma das primeiras séries a apresentar um andróide como agente, seu nome era Hyme (Dick Gautier). Criado pela K.A.O.S, ele "mudou de time" pois acabou se afeiçoando a Smart, o único que o tratava com respeito. Em um episódio, a KAOS criou uma versão feminina para eliminar Hyme. Agente Larabee (Robert Karvelas): o totalmente lerdo de raciocínio e incompetente assistente do chefe do C.O.N.T.R.O.L.E. Nunca se dava conta das hilariantes besteiras que dizia ou fazia. Era o único personagem mais pateta que o próprio Smart. Nos primeiros episódios em que apareceu não tinha falas. Doutora Steel: uma beldade que trabalhava como a perita química da organização de Smart. Muito profissional, seu laboratório ficava nos fundos de um teatro de revista, onde se disfarçava de dançarina. Agente Canino ou simplesmente Nino: é um velho cão não muito leal à Max e meio covarde, mas que salva a vida do agente no primeiro episódio. Agente 43: apareceu no sexto episódio da série, talvez para que fosse dita a piada óbvia: em certo momento, a Agente 99 diz a Smart que ele vale por dois agentes 43.

Trívia: 

    * O sobrenome Smart (esperto) foi escolhido porque pareceu aos autores mais apropriado para a personalidade do detetive atrapalhado. Já o 86 veio do número-código que os "barman" utilizavam para se referir aos clientes que "enchiam a cara".
    * O multimidia ator Don Adams atuou na área de dublagem, fazendo o personagem principal do desenho Inspetor Bugiganga.
    * Don Adams dedicou-se de corpo e alma ao papel, fazendo inclusive as cenas arriscadas, o que lhe valeu um acidente onde teve o maxilar e o nariz quebrados.
    * A abertura dos episódios onde o agente 86 vai atravessando portas que se abrem e fecham, dando-lhe passagem, é famosa no mundo todo e foi gravada nos Estudios Disney.
    * Frases inesquecíveis de Maxwell Smart:

    -Desculpe por isso, chefe.
    -E... vou adorar!
    -O velho truque do guarda-chuva! (ou alguma outra coisa)
    -Você acreditaria se...
    -Chefe! Essa manequim me contou tudo.
    -Ele errou por um tantinho assim.
    -Se é sigiloso chefe, temos que usar o cone do silêncio.


    * A Agente 99 originalmente seria Agente 69, mas os censores da rede NBC acharam o nome muito "sugestivo sexualmente". Aliás, o nome real dela nunca é revelado. Mesmo quando ela se casa com Smart, passa a ser chamada apenas de sra. Smart.  * O episódio piloto foi o único filmado em preto-e-branco.  * Barbara Feldon era mais alta que Don Adams. Para criar o efeito contrário, ele atuava em cima de uma plataforma ou ela ficava num nível abaixo. E na maior parte da série, ela nunca usou saltos (From Wikipedia, tradução/adaptação livre: Vitor Pinheiro).

Lembranças gentilmente fornecidas pela internauta
Cássio Fernando D. Queirós

Os comentários deixados pelos internautas Pedro e Alexandre
na página do Agente 86 já disseram quase tudo… Os bordões irresistíveis de Max, o matreiro “Cone do Silêncio”, os trapalhões agentes da KAOS (especialmente Siegfried e Starker), o não menos trapalhão Larabee, a fofa Barbara Feldon como a agente 99, o “Chefe” (Ed Platt) perdendo o resto dos seus cabelos graças a Max e por ai vai. Eu aproveito este espaço, no entanto, para louvar o talento de [[Don Adams]](1923-2005)simplesmente impagável no papel de Maxwell Smart, e não foi por acaso que ele levou o [[Prêmio EMMY]] por 03 anos (seguidos!) como melhor ator principal de série cômica.
Este talento todo ainda tornaria mais difícil a tarefa para o dublador no Brasil mas, o falecido Bruno Neto, conseguiu o quase impossível, ser tão bom em português quanto Adams era em inglês. Um terrível e imperdoável desleixo fez com que a dublagem de Bruno se perdesse (só restam uma dúzia de episódios da 1ª temporada e todos da 5ª e última temporada). Para terminar, eu lembro que Adams morreu no dia 25 de setembro de 2005 e, dois dias depois, o Brasil perdia também outro gênio da comédia, [[Ronald Golias]](1929-2005). Que semana triste foi aquela há quase dois anos atrás. Se o “Céu” realmente existir, com certeza aquelas duas figuraças, Golias e Adams,devem estar fazendo os “anjos celestiais” rolarem de tanto rir…
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