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Chaparral - 1967 Destaque

A rede NBC produziu 98 episódios (de 52 minutos, sem intervalos) desta ótima série de faroeste, entre setembro de 1967 e setembro de 1971. O porquê da longevidade, diante da concorrência de “Bonanza”, “Big Valley” e “O Homem de Virginia”? Imaginem primeiro que, ao contrário das terras verdejantes de “Ponderosa” (Bonanza) e do “Rancho Barkley” (Big Valley), o cenário é o bem mais inóspito estado do Arizona (e as filmagens eram feitas lá mesmo, na cidade de Tucson). E, ao contrário das outras séries, a família Cannon não é muito rica e, às vezes, comeu o pão que o diabo amassou para conseguir sobreviver. O chefe da família, “Big” John Cannon (Leif Erickson,1911-1986), viúvo ainda apaixonado pela falecida esposa, casa-se com a filha Victoria (a argentina Linda Cristal) de um rico “barão do gado” Mexicano, seu vizinho de terras, Don Sebastian Montoya (Frank Silvera,1914-1970), um sujeito jovial mas meio belicoso e desconfiado.

Junte a isto os melhores e mais divertidos personagens desta série, o irmão Buck Cannon (o excelente Cameron Mitchell, 1918-1994) e o cunhado mexicano, o impagável Manolito Montoya (o ótimo e subestimado Henry Darrow), dois hedonistas mulherengos e, para finalizar, um filho introvertido e humanista, Billy “Blue” Cannon (Mark Slade). As diferenças param por aí? Não…tem a questão indígena pois o tratamento dos escritores da série, dado aos índios, era muito mais humano e justo, os representando com mais dignidade e respeito. David Dortort, o lendário criador de Bonanza, também foi o criador e produtor-executivo desta série que, dizem alguns, ele gostava mais. Como tantas aberturas de séries da década de 60, esta também tinha sua beleza pois, sobre belos desenhos, em dois tons, de vaqueiros, índios, gado e a paisagem árida do Arizona, se elevava, exuberante, o vigoroso e melódico tema musical de David Rose (1910-1990).
Uma justiça precisa ser feita ao trabalho do músico Harry Sukman (1912-1984) que musicou tudo nesta série (e fez um ótimo trabalho) exceto compor o tema principal. Que todos aproveitem para conferir, pois tem passado no canal a cabo TCM (finalmente!, embora se lamente que a dublagem não é a original da época em que eu a assisti) esta série que marcou época quando ainda se valorizavam os faroestes, este gênero que hoje é, infelizmente, esquecido pelos produtores de filmes e TVs (sinopse gentilmente fornecida pelo internauta Cássio Fernando D. Queirós).

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