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Brucutu - 1971 Destaque

Quem se lembra do termo Brucutu ("Alley Oop") muito utilizado nos anos 70 para designar uma pessoa grosseira e ríspida? Pois é, o termo fez tanto sucesso na época que virou o nome em português desse desenho sobre homens da caverna tentando viver civilizadamente, mas geralmente não conseguindo. Essa série foi transmitida pela Rede Globo nos anos 70 até a primeira metade dos anos 80, com produção da Filmation em 1971. Os personagens principais da trama eram Brucutu, Ulla sua esposa, Gus o rei do reino de Mu e Dizzy o dinossauro covarde do Brucutu.

 

História: o desenhista V. T. Hamlin criou a personagem após ter trabalhado numa campanha publicitária para uma companhia de petróleo  texana, ocasião em que teve conhecimento sobre fósseis  e a vida primitiva da humanidade. O nome original foi baseado no grito de incentivo dado por ginastas e trapezistas em francês, 'allez oup', que pode ser traduzido livremente como "Vamos lá".
As tiras de Brucutu foram publicadas por seu criador desde 1932, por cerca de 40 anos, nos jornais norte-americanos. Inicialmente, elas eram diárias, editadas de 5 de dezembro de 1932 a 3 de janeiro de 1933, quando a editora fechou. Mas neste mesmo ano, a 7 de agosto, voltou a ser distribuída para vários jornais pela NEA (Newspaper Enterprise Association). Alley Oop (Brucutu), era ainda o título das tiras.
A partir de 9 de setembro de 1934 as tiras passaram a ocupar toda uma página das edições dominicais dos jornais que a distribuíam. Durante a II Guerra Mundial este espaço foi reduzido, por conta da economia de papel, para um terço da página.
Em 1971, quando Hamlin aposentou-se, seu assistente Dave Graue assumiu a publicação. Sua última história apareceu a 1 de abril de 1973, um domingo. De seu estúdio na Carolina do Norte Graue continuou produzindo a tira, até sua própria aposentadoria, em agosto de 2001. Ele morreu pouco depois, em 10 de dezembro deste ano, num acidente em que seu carro chocou-se contra um caminhão. As tiras de Brucutu, entretanto, sobreviveram a seus autores, sendo ainda publicadas por Carole Bender (roteiro) e Jack Bender (ilustrador).
Brucutu foi homenageado por um selo postal norte-americano com valor de 32 cents.
Enredo e personagens: Brucutu é um forte habitante do reino pré-histórico de Mu (no original, Moo) e vivia com seu dinossauro de estimação, Dinny. Carregava sempre um martelo de pedra e vestia apenas um calção de pele, preferindo lutar contra os ferozes dinossauros da selva do que conviver com seus compatriotas na capital de Mu.
Apesar do ambiente pré-histórico, o alvo das tiras era a sátira da vida suburbana estadunidense. As primeiras histórias eram centradas nas aventuras de Brucutu e seu amigo troglodita, Foozy,  e a namorada Ulla (Ooola, no original), o Rei de Mu Gus (no original Guzzle) e a Rainha Umpateedle , além de cidadãos diversos. Brucutu e seus camaradas viviam tendo eventuais escaramuças com os habitantes do reino rival de Lem, governado pelo Rei Tunk (os nomes Mu e Lem são possivelmente referências aos lendários continentes de Mu e Lemúria).
Para incrementar o enredo, Hamlin introduziu na história em 5 de abril de 1939 um dispositivo até então incomum - uma máquina do tempo inventada no século XX pelo cientista dr. Elbert Wonmug (que seria, então, uma paródia com o nome de Albert Einstein, numa versão americana do sobrenome: Ein Stein, para One mug). Vindo para o século XX, Brucutu tornou-se um piloto de testes para o Dr. Wonmug, embarcando por viagens através de vários períodos da História como o Antigo Egipto, a Inglaterra Arturiana ou o Velho Oeste. Brucutu acompanhou Cleópatra, Rei Artur e Ulisses em suas aventuras e até chegou a viajar para a lua. Nos desenhos mais recentes foram acrescentados um assistente que por vezes agia como herói e noutras como vilão, chamado G. Oscar Boom; depois, uma nova assistente apareceu: Ava.
Música: nos anos 60, o personagem de Hamlin foi tema da canção Alley Oop, sucesso do conjunto "The Hollywood Argyles", com letra e música de Dallas Frazier. No Brasil, a versão de 1965, cantada por Roberto Carlos, popularizou de tal forma o termo que Brucutu passou a ser sinônimo de homem primitivo, sem modos, bruto. From Wikipedia/Mofolândia. Tradução/adaptação livre: Vitor Pinheiro.

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